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ONU sugere o ‘sim’ no referendo sobre armas
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ONU sugere o ‘sim’ no referendo sobre armas

Fonte: PNUD Brasil


A ONU recomenda que os brasileiros votem “sim” no referendo de 23 de outubro, que perguntará aos eleitores se o comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil. “A violência vivida hoje nas cidades brasileiras impele os eleitores a responder positivamente. Não se pode abrir mão dos compromissos a favor da paz se queremos um Brasil sem violência para todos nós”, afirmam o coordenador da ONU no Brasil, Carlos Lopes, e o representante para o Brasil e o Cone Sul do UNODC (Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime), Giovanni Quaglia.


Em artigo publicado no jornal “O Globo”, eles argumentam que, no Brasil, “a restrição da circulação de armas de fogo é absolutamente necessária” para melhorar as condições de vida da população e para contribuir para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio — uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015, incluindo áreas como renda, educação e meio ambiente. “A Campanha Nacional de Desarmamento tem sido um passo importante nesse sentido”, acrescentam.


“Existe um crescente reconhecimento sobre a impossibilidade de os países com altos índices de violência relacionada às armas de fogo conseguirem atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) para 2015”, comentam Lopes e Quaglia. “Sendo assim, as Nações Unidas apóiam os processos de desarmamento como uma das vias para atingir os ODM”.


O artigo destaca que o Brasil tem o quarto maior índice de morte por armas de fogo no mundo e argumenta que as armas, ao serem manipuladas indevidamente pela população civil, “podem matar e ferir milhares de pessoas, alimentando o medo e fomentando a instabilidade e o conflito social”.


O desarmamento da população civil, no entanto, é apenas um dos passos para deter os índices de violência. O Brasil, defendem os dois dirigentes, “deve avançar na questão do controle sobre a produção e o comércio de armas de fogo”. Nesse sentido, eles cobram que o Congresso aprove o protocolo da Convenção da ONU contra o Crime Organizado Transnacional, que “oferecerá os instrumentos necessários para enfrentar o problema, inclusive por meio da cooperação com outros países”.


“O Sistema ONU apóia o desarmamento da população civil no Brasil, ao mesmo tempo em que atua na construção de mecanismos que ampliem o controle das armas de fogo no país”, escrevem Lopes e Quaglia. “O objetivo é fortalecer a cooperação nas fronteiras e desenvolver mecanismos para o acompanhamento simultâneo de produção, comercialização e transporte ilegal dessas armas”, afirmam.

 

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