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"Ser jovem é ter arte de inventar..... por que pra ser feliz a gente inventa!"
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Por: Patrícia Lânes*

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Relatório afirma que o número de jovens desempregados aumentou
Relatório recém-lançado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT)
afirma que o número de jovens desempregados aumentou de 74 a 85 milhões, um
incremento de 14,8%, no período entre 1995 e 2005. Segundo o documento,
cerca de 25% da população juvenil (aproximadamente 300 milhões de pessoas)
vive abaixo da linha de pobreza de 2 dólares diários.

A OIT estima que serão necessários 400 milhões de empregos decentes e
produtivos, ou seja, mais e melhores trabalhos, para aproveitar ao máximo o
potencial da juventude atual. Segundo o relatório, a possibilidade de que um
jovem esteja desempregado é o triplo da de um adulto. O texto destaca que as
desvantagens relativas enfrentadas pelos jovens são maiores no mundo em
desenvolvimento, onde representam uma parcela maior da força laboral do que
nos países industrializados.

“A incapacidade das economias para criar empregos decentes e produtivos,
apesar do incremento no crescimento econômico está golpeando com força os
jovens do mundo”, disse o diretor-geral da OIT, Juan Somavia. “Além de gerar
um déficit de oportunidades de trabalho decente e altos níveis de incerteza
econômica, esta preocupante tendência ameaça as perspectivas econômicas de
um dos nossos principais recursos: nossas mulheres e homens jovens”.

O relatório destaca que no mundo do trabalho atual a juventude enfrenta
importantes vulnerabilidades e alerta que a falta de trabalho decente,
quando ocorre muito cedo, pode comprometer de forma permanente as
possibilidades futuras de emprego. Ainda segundo o documento, é urgente
responder ao chamado da Organização das Nações Unidas para desenvolver
estratégias que dêem aos jovens a oportunidade de maximizar seu potencial
produtivo com empregos dignos.

O relatório também diz que:

- Um de cada três integrantes da população juvenil mundial de 1,1 bilhão de
pessoas entre 15 e 24 anos está buscando trabalho sem êxito, abandonou essa
busca completamente ou está empregado e vive com menos de dois dólares
diários.

- A população juvenil cresceu 13,2% entre 1995 e 2005. No entanto a
disponibilidade de empregos para este segmento da população aumentou somente
3,8% até alcançar 548 milhões.

- Os jovens desempregados representam 44% do total de desempregados no
mundo, apesar de sua participação na população em idade de trabalhar ser de
apenas 25%.

- A taxa de desemprego juvenil foi muito mais alta que a do desemprego
adulto de 4,6% em 2005, depois de ter um aumento de 12,5% em 1995 e de 13,5%
no ano passado.

“A juventude ociosa custa muito”, diz o relatório, notando que a
impossibilidade de encontrar um emprego gera uma sensação de
vulnerabilidade, inutilidade. Existem custos para a juventude, mas também
para as economia e as sociedades, em termos de diminuição de poupanças,
perdas de demanda agregada, diminuição de investimentos e custos sociais
como os que se requerem para serviços de prevenção do crime ou do uso de
drogas.

“Tudo isso afeta a capacidade de desenvolvimento da economia”, disse
Somavia. “Neste momento, estamos desperdiçando em potencial econômico uma
grande parte da população, em especial nos países em desenvolvimento, que
são os que menos podem permitir isso. Por isso os países devem concentrar-se
nos jovens”.

Crise mundial

A taxa de desemprego juvenil mais elevada foi registrada na região do
Oriente Médio e África do Norte, com 25,7%. Europa Central e Leste Europeu
(fora da União Européia) e a CEI têm a segunda taxa mais alta, com 19,9%. A
taxa da África subsaariana foi de 18,1%, seguida de América Latina e Caribe,
com 16,6%; Sudeste Asiático e Pacífico, com 15,8%; as economias
industrializadas e a União Européia, com 13,1%; Ásia Meridional, com 10%, e
Ásia Oriental, com 7,8%.

A região das economias industrializadas e a União Européia foi a única que
teve uma queda considerável do desemprego juvenil nos últimos dez anos. Esta
mudança foi atribuída à menor participação dos jovens na força de trabalho,
mais do que a estratégias de emprego exitosas.

Os desafios são ainda maiores no caso das mulheres jovens, já que é muito
menos freqüente que estejam trabalhando ou buscando emprego. A diferença de
participação na força de trabalho que existe entre homens e mulheres jovens
é maior no mundo em desenvolvimento. Por exemplo, existem 35 pontos
percentuais de diferença na Ásia Meridional, 29 no Oriente Médio e África do
Norte, 19 na América Latina e 16 tanto no Sudeste Asiático e no Pacífico
como na África subsaariana. Essa diferença é produzida por tradições
culturais, falta de oportunidades para que mulheres jovens possam combinar o
trabalho com as tarefas domésticas e a tendências dos mercados laborais a
descartarem as mulheres mais rápido do que os homens quando diminuem os
postos de trabalho.

Ao mesmo tempo, a disponibilidade de um emprego já não representa uma
garantia de sustentabilidade econômica para os jovens. A pobreza é
persistente entre 56% dos jovens trabalhadores, os quais, além disso,
enfrentam a possibilidade de ter jornadas extensas, contratos temporários ou
informais, baixos salários, proteção social escassa ou inexistente, mínima
capacitação e falta de voz no trabalho. Está claro que existe uma diferença
entre ter um trabalho e ter um trabalho decente.

O relatório também registra um “preocupante” aumento no número de jovens que
não trabalha ou estuda. Usando a limitada informação que existe sobre esse
tema nos países, estima que 34% dos jovens da Europa Central e do Leste não
trabalham nem estudam. A taxa detectada foi de 27% para a África
subsaariana, 21% na América Central e do Sul, e 13% nas economias
industrializadas e na União Européia.

Além de identificar os principais desafios relacionados com o emprego dos
jovens, o relatório tenta esclarecer alguns mal-entendidos freqüentes
relacionados com esse tema e nota que:

- O acesso à educação continua sendo um problema para muitos jovens, e o
analfabetismo ainda é um desafio importante em muitos países em
desenvolvimento.

- Alcançar maior graduação educacional não garante o caminho até o trabalho
para os jovens, especialmente quando se fala de trabalho decente.

- Quando o crescimento econômico é escasso ou quando não repercute na
criação de empregos, a segurança laboral costuma ser mais importante para os
jovens que a satisfação laboral.

- As taxas de desemprego juvenil somente deixam exposta a ponta do iceberg
dos problemas que os jovens enfrentam no mercado laboral e não oferecem uma
imagem completa dos desafios pendentes. Existem dois grupos maiores que os
desempregados: os jovens desalentados e os jovens que trabalham mas são
pobres.

- Os jovens não foram um grupo homogêneo. Portanto são justificadas as
intervenções que apontam a superação das desvantagens que experimentam
grupos específicos em sua entrada e permanência no mercado laboral.

- O setor agrícola e as áreas rurais ainda geram mais de 40% do emprego no
mundo e são a principal fonte de trabalho em diversas regiões. Apesar da
crescente migração para as cidades, a geração de empregos em áreas rurais
continua sendo relevante para as estratégias de emprego juvenil e para as de
redução da pobreza. A melhoria dos salários e a redução da pobreza em
setores rurais contribuirá para conter a migração de jovens para as grandes
cidades, que já estão congestionadas.

O relatório destaca que quando a primeira experiência de uma pessoa jovem no
mercado laboral é um grande desemprego, o mais provável é que continue
afetado por períodos de falta de trabalho alternados com empregos mal pagos.
É necessário desenvolver políticas e programas nacionais integrais,
respaldados por ajuda internacional, voltados diretamente para ajudar os
jovens mais vulneráveis e reincorporá-los em uma sociedade civil que pode
beneficiar-se de sua participação.

“É um princípio inegável, reconhecido pela ONU e outras organizações
internacionais e governos, o fato de que soment através de oportunidades de
trabalho decente os jovens poderão sair por si mesmos da pobreza”, disse
Somavia. “As estratégias de emprego juvenil são uma contribuição-chave para
alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”.

• Informações reproduzidas do site da Organização Internacional do Trabalho
(http://www.oitbrasil.org.br/news/nov/ler_nov.php?id=2625).

 

 

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