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"Ser jovem é ter arte de inventar..... por que pra ser feliz a gente inventa!"
Por: David da Silva e Natasha Fonseca

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Por: Patrícia Lânes*

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FAVELA.........MORRO NA ARTE!

Um grande número de jovens, grafiteiros, de toda parte do Rio de Janeiro vem se reunindo mensalmente em alguma favela carioca para levar a arte do grafismo até as pessoas que não tem esse acesso. – “As pessoas daqui (favela) só vêem a pintura pronta nas ruas da cidade, mas nunca a produção dela (...) quando pensamos esse evento (...) ele deveria ser nas favelas e não na pista...” (Criz – grafiteiro e um dos idealizadores).

O evento foi chamado de “MUTIRÃO DE GRAFFITII” e já está na sua quarta edição. Uma iniciativa de pessoas que perceberam que faltava alguma coisa ligada a arte nas favelas carioca, a monotonia e o apartheid social são uns dos responsáveis por esta demanda, a partir daí cria-se esse grande evento.

O graffiti é uma forma de expressão contemporânea e vinda das ruas, nascida das ruas, e por isso a proposta de levar para as favelas, onde a rua é muito forte no lazer desde a infância dos moradores, além de abordar nas pinturas todo seu contexto de protesto e de pressão social.

O Mutirão vem acontecendo aos domingos, o último aconteceu no dia 25 de outubro numa das comunidades do Complexo do Alemão com o apoio na produção da ONG local Raízes em Movimento. Vale ressaltar, que este em especifico foi realizado com muita pressão, pois era um momento que a comunidade passava por uma ocupação policial intensa. Mas ficou provado por mais uma vez que a arte e a vontade podem ultrapassar todas as barreiras.

No inicio era o Mutirão de Graffiti, na verdade só o primeiro foi de graffiti, porque o encontro foi tomando uma proporção tão grande e prazerosa para os participantes, que podemos dizer que passou a ser “Mutirão de todas as tribos”, com todo respeito aos idealizadores. Mas é que a partir do segundo, na comunidade do Arara – Bonsucesso - aconteceram diversas atividade além do graffiti.

O espaço ficou pequeno para uma só expressão, para uma só forma de pressão, enfim, foi preciso ampliar o ambiente do mutirão. São muitas as formas possíveis de levar harmonia onde quase não existe. A música veio com toda força complementando e reforçando a importância da arte nas nossas vidas através das palavras improvisadas dos mc’s.

Sim, improvisadas! É o Freestyle ganhando espaço no mutirão. Estilo livre, onde o MC - Mestre de Cerimônia cria sua música na hora, sem está decorada. Muitas vezes trazendo um contexto social, criando assim mais uma forma de mostrar o desagrado com a sociedade que estamos vivendo.

Eventos como o Mutirão são raros, principalmente nas grandes favelas do nosso estado, este considerado belo por natureza, por casos do tipo conflitos entre traficantes e policiais e o mais sério na minha opinião: descaso. Descaso do poder público em não investir em cultura ou coisas do tipo que levem a esta parte, também do país, um pouco de valor sobre sua própria vida e a valorização artística cultural. O que vemos como lazer, muitas vezes são os espaços criados que cultivam a pornografia feminina precoce e apologia ao crime local. Podemos afirmar que o Mutirão surge para mudar essa realidade e mostrar que existem outras formas de lazer o perspectivas de vida.

A arte é uma potencialidade a ser trabalhada dentro destas localidades menos favorecidas. No decorrer dos Mutirões, percebemos que os moradores se realizam ao ver a transformação ocorrida naquele certo local. Muitas vezes próximo a um lixão ou até mesmo no muro de sua própria casa. – “Muito obrigado, deixaram meu muro lindo, melhor que essas pixações que fazem por ai no morro”. (Moradora que cedeu seu muro)

_ “É um evento totalmente diferente, pois é dedicado aos moradores de comunidades que pelo sistema são pisoteados constantemente. Com o mutirão levamos arte graffiti e informação correta do que ta acontecendo no dia a dia de nosso país e colorimos as comunidades”. (MV Hemp – MC e um dos idealizadores)

É a juventude mais uma vez mostrando a capacidade que tem de levar a transformação nos locais onde as estimativas para tal são latentes. O graffiti vem se transformando numa das ferramentas mais importante das artes contemporâneas pelo fato de ser utilizado na maior parte pelos jovens, sabendo-se que são eles que têm o poder de causar mudança e impacto.

O próximo é dia 19/11 e a favela a “sofrer” esta transformação, e passar a ceder mais uma galeria artística ao céu aberto, é a comunidade da Vila Operária em Caxias. É o Mutirão chegando a outros municípios do Rio de Janeiro.

O Mutirão agradece a todos aqueles que comparecem e contribuem para transformarem as vielas das comunidades mais coloridas e principalmente ao pessoal da Rede de Resistência Solidária do Recife. Segundo MV Hemp, eles que o ensinaram a desenvolver este evento e levar arte a quem não tem e uma proposta de aumento de perspectivas para suas próprias vidas.

Assista ao vídeo do último mutirão produzido pela Expresso 22.
http://www.youtube.com/watch?v=c5pwgFDR56A

David da Silva

 

 

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