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Política, juventude e eleição

"Na boa, política é um saco". A autora da frase, Bruna Pastuk, 22 anos, aluna de Publicidade na Universidade de Brasília (UnB), não pode ser carimbada com o antigo chavão de "alienada". Motivada pela crise do mensalão, ela passou a acompanhar o noticiário político nacional. Mas revela desânimo em relação ao mundo povoado por políticos ou aspirantes a político.

Bruna não é exceção. Há inúmeros sinais de que as atitudes predominantes dos jovens em relação à política brasileira variam entre o ceticismo, a impaciência e um forte sentimento de repulsa. Um deles, por exemplo, está no site de relacionamentos Orkut, onde comunidades ostentam nomes como "Eu odeio a política do Brasil" ou "Brasil, a política que te pariu". Outro sinal é revelado pela pesquisa “Juventude brasileira e democracia, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e do Instituto Pólis, feita com 8 mil jovens entre 15 e 24 anos. Os entrevistados revelaram profundo descrédito nos políticos: 64,7% não acreditam que eles representem os interesses da população. Apenas 4,3% dos jovens ouvidos se dedicam a atividades político-partidárias.

Para a pesquisadora do Ibase Patrícia Lanes, a juventude não se reconhece nos partidos políticos, mas enxerga a política como um caminho de mudanças. "Os jovens vêem a política como meio importante de se alcançar a democracia. Mas não se vêem nesse espaço de política formal, nem se consideram aptos para ocupá-lo. Eles se sentem inseguros por não conhecerem pessoas que integrem esse espaço, por não conhecerem a forma de agir, os hábitos. E claro, para eles, a política formal, partidária, está sempre vinculada à corrupção", sintetiza Patrícia.

Para o coordenador do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da UnB (Nemp), Luiz Gonzaga Motta, os brasileiros - e não apenas o segmento jovem da população - tendem, em geral, a deslocar a visão global da política para a figura do homem político e para as instituições. E o que ocorre é que "existe uma desilusão com o sujeito político, o Congresso Nacional e as instituições. A política partidária corrompida prejudica o exercício da cidadania e da representatividade".

Corrupção e descrença nos partidos políticos não são os únicos fatores que explicam o desinteresse do jovem pela política. Existe também o fator temporal. O cientista político Henrique Salles explica que os jovens, por característica, são imediatistas e os fenômenos políticos palpáveis acontecem a médio e longo prazo. "Podemos vislumbrar esse fato especialmente em democracias em processo consolidação, como é o caso dos países da América Latina".

Para o estudante Rafael Guedes, 20 anos, é preciso “ver resultados concretos na política econômica e social. Não adianta só falar que os indicadores melhoraram. A gente precisa sair e ver que tem menos gente passando fome. O problema é que geralmente essas coisas precisam de tempo. E com esse monte de desvio de verba..."

Rosemiro Cândido, integrante do Diretório Central de Estudantes Honestino Guimarães (DCE) da UnB diz que, em geral, as discussões do movimento estudantil sobre política ficam no campo teórico, acabando por não gerar interesse na maioria dos estudantes. "São temas abstratos, que não têm ligação direta com a vida universitária. Os estudantes são bastante pragmáticos. Só se interessam quando o tema da discussão reflete diretamente no cotidiano deles, como é o caso das manifestações contra o aumento da passagem de ônibus."

Para Ana Paula, o jovem é egoísta, individualista. "Cada um acaba se fechando no seu mundinho e fazendo vista grossa para o coletivo. É mais um problema trazido pelo sistema capitalista. Não existe mais o sonho de eu vou mudar o mundo", constata a estudante.

Individualistas, pragmáticos ou descrentes, os jovens querem mudanças segundo a pesquisa do Ibase. Querem governantes mais responsáveis e honestos. Exigem o fim da corrupção e investimentos maciços em educação. Querem ser ouvidos e pedem renovação das formas de se fazer política. As eleições de outubro estão aí, oferecendo-lhes uma boa oportunidade de transformar.

Fonte: www.cidadania.org.br

 

 
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